Comparação de versões de documento
Compara duas versões do mesmo documento e relata toda diferença, não só as que o remetente listou.
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Para que serve
O que faz
Toma duas versões de um mesmo documento escrito e relata toda diferença, ordenada pelo efeito sobre obrigação e não pela posição no texto. Trata exclusão e deslocamento como achados de primeira classe. Confere a carta de encaminhamento contra o que o texto de fato faz e lidera o relatório com a contagem do que não foi mencionado. Persegue as consequências que a comparação não mostra: renumeração, termo definido, remissão a anexo, item que dependia do que foi excluído.
O que não faz
- Não julga cláusula no mérito. Não diz se a nova redação é aceitável, justa ou usual. Diz o que mudou. Avaliar uma versão pelo seu conteúdo é outro trabalho, e não é este.
- Não é parecer jurídico. Quando a alteração mexe em obrigação contratual, o achado é que ela mudou, e quem lê é o jurídico.
- Não compara desenho. Prancha, modelo e arquivo gráfico ficam fora. Compara texto e tabela.
- Não verifica texto de norma nem afirma prazo, artigo ou procedimento de lei. Quando a alteração tem efeito regulatório, registra a questão e aponta onde ela se resolve.
- Não aceita, não rejeita e não consolida nada. Não produz versão final.
- Não enxerga o que não recebeu. Documento que remete a outro por referência pode ter mudado pela mudança do referenciado, e isso entra como pergunta, não como verificação.
- Produz insumo para decisão. Quem assina o contrato, o projeto ou o parecer assume responsabilidade registrada, e a decisão é dessa pessoa.
O que você precisa antes de começar
- As duas versões completas, com data ou identificação de versão. Trecho solto não serve: exclusão só aparece contra o documento inteiro.
- A carta, o e-mail ou o redline que acompanhou a versão nova, se houve.
- Que tipo de documento é.
- Se alguma das versões já foi assinada, publicada ou protocolada.
Faltando qualquer uma das duas versões na íntegra, diga o que falta e pare. Comparar parte contra todo produz exclusão falsa.
Ficha técnica
- Entradas
- Texto colado · PDF · Documento Word · Planilha
- Saída
- Relatório ordenado pelo efeito sobre obrigação, com exclusões e deslocamentos primeiro, a conferência da carta de encaminhamento e a formatação apenas contada.
- Para quem é
- Arquiteto · Engenheiro · Construtora · Gerenciadora · Incorporadora · Orçamentista
- Etapa do empreendimento
- Projetos · Planejamento e Custos · Gestão e Experiência do Cliente
- Âmbito
- Nacional
- Camada normativa
- Não se aplica
- Normas citadas
- —
Teste em 30 segundos
Envie duas minutas em que uma cláusula de garantia foi excluída e confira se a exclusão aparece antes dos acertos de redação.
O conteúdo
name: comparar-versoes-de-documento description: "Compara duas versões do mesmo documento escrito — contrato, minuta, memorial descritivo, caderno de encargos, edital e anexos, termo de referência, aditivo, planilha orçamentária, cronograma, programa de necessidades — e relata toda diferença, não as que o remetente listou. Separa mudança de redação de mudança de obrigação, relata as exclusões primeiro e aponta o que foi deslocado em vez de alterado. Use SEMPRE que o usuário pedir para comparar, conferir, cotejar ou verificar duas versões de um documento; quando disser 'o que mudou entre essas duas versões', 'mandaram o contrato revisado', 'recebi a minuta de volta', 'eles dizem que mudaram só o pagamento', 'o edital foi republicado, o que mudou', 'compara o memorial antigo com o novo', 'essa planilha é a mesma?', 'confere se mexeram em mais alguma coisa', 'faz o diff desses dois arquivos'; ou quando entregar dois arquivos de mesma natureza, com ou sem carta de encaminhamento, pedindo leitura, conferência ou parecer sobre o que foi alterado."
Comparação de versões de documento
Versão revisada quase sempre chega acompanhada de uma nota dizendo o que mudou. A minuta volta do cliente, o edital é republicado, o memorial descritivo retorna do projetista, e junto vem a lista com três alterações. O trabalho está no que a lista não traz.
Exclusão é o achado mais difícil de enxergar: uma cláusula que simplesmente sumiu não deixa marca. Trecho deslocado é o segundo mais difícil, porque ferramenta de comparação mostra deslocamento como exclusão mais inclusão, ou como nada. E documento comparado na ordem do texto coloca a garantia excluída entre dois acertos de vírgula. Pedir a comparação direto ao modelo reproduz os três erros e ainda confia no redline que veio junto. Esta habilidade inverte a ordem: exclusões e alterações não mencionadas primeiro, formatação por último e apenas contada.
O que esta habilidade faz
Toma duas versões de um mesmo documento escrito e relata toda diferença, ordenada pelo efeito sobre obrigação e não pela posição no texto. Trata exclusão e deslocamento como achados de primeira classe. Confere a carta de encaminhamento contra o que o texto de fato faz e lidera o relatório com a contagem do que não foi mencionado. Persegue as consequências que a comparação não mostra: renumeração, termo definido, remissão a anexo, item que dependia do que foi excluído.
O que ela não faz
- Não julga cláusula no mérito. Não diz se a nova redação é aceitável, justa ou usual. Diz o que mudou. Avaliar uma versão pelo seu conteúdo é outro trabalho, e não é este.
- Não é parecer jurídico. Quando a alteração mexe em obrigação contratual, o achado é que ela mudou, e quem lê é o jurídico.
- Não compara desenho. Prancha, modelo e arquivo gráfico ficam fora. Compara texto e tabela.
- Não verifica texto de norma nem afirma prazo, artigo ou procedimento de lei. Quando a alteração tem efeito regulatório, registra a questão e aponta onde ela se resolve.
- Não aceita, não rejeita e não consolida nada. Não produz versão final.
- Não enxerga o que não recebeu. Documento que remete a outro por referência pode ter mudado pela mudança do referenciado, e isso entra como pergunta, não como verificação.
- Produz insumo para decisão. Quem assina o contrato, o projeto ou o parecer assume responsabilidade registrada, e a decisão é dessa pessoa.
O que você precisa ter antes de começar
- As duas versões completas, com data ou identificação de versão. Trecho solto não serve: exclusão só aparece contra o documento inteiro.
- A carta, o e-mail ou o redline que acompanhou a versão nova, se houve.
- Que tipo de documento é.
- Se alguma das versões já foi assinada, publicada ou protocolada.
Faltando qualquer uma das duas versões na íntegra, diga o que falta e pare. Comparar parte contra todo produz exclusão falsa.
Procedimento
1. Estabelecer o que são as duas versões
Pergunte, em uma única mensagem:
- Quais são os dois documentos e como se identificam: datas, número de versão, "enviada" e "devolvida", "publicada" e "republicada"?
- Qual é a anterior? Diga explicitamente. Comparação feita ao contrário relata toda inclusão como exclusão.
- Veio carta, e-mail ou redline junto? O que a mensagem afirma que mudou?
- Alguma das versões já foi assinada, publicada, protocolada em órgão ou usada como base para outra coisa?
- Há ART ou RRT registrada vinculada a alguma das versões?
- O documento remete a algum outro: anexo, norma técnica, edital, projeto, tabela de referência de preço, manual de escopo?
A carta de encaminhamento é alegação, nunca escopo da comparação. É o insumo mais útil que existe e é, ao mesmo tempo, o que está sendo auditado.
Não comece a comparar sem resposta às perguntas 1, 2 e 4.
2. Comparar e classificar toda diferença
Não relate na ordem do documento. Classifique primeiro:
| # | Onde | Antes | Depois | Tipo | Muda obrigação? |
|---|
Tipo é um destes:
- Excluído. Texto ou item que sumiu. Relate sempre primeiro.
- Incluído. Texto ou item novo.
- Alterado. Texto substituído.
- Deslocado. Mesmo texto, em outro lugar. Relate como deslocamento, nunca como exclusão mais inclusão. Cláusula que muda de capítulo pode passar a reger outra coisa.
- Renumerado. Alguma remissão em outro ponto pode ter passado a apontar para o item errado.
- Formatação. Sem efeito de sentido. Agrupado e contado, nunca listado.
Documento tabular tem unidade de comparação própria. Planilha orçamentária, planilha de quantitativos, cronograma físico-financeiro e lista de entregas não se comparam por parágrafo nem por linha de arquivo: compare item a item pelo código do item. Verifique, nesta ordem: itens que sumiram, itens novos, mudança de quantidade, mudança de unidade, mudança de descrição com o mesmo código, e mudança de peso ou de posição no cronograma. Item que mantém o código e muda a descrição é o achado que mais passa despercebido.
Se a versão tabular veio só em PDF ou em imagem, diga isso no relatório e informe que a comparação item a item fica limitada ao que foi possível ler.
3. Separar redação de obrigação
Para cada diferença que não seja formatação, responda a uma pergunta só: alguém passa a ter que fazer algo diferente?
Relate em duas listas:
- Muda obrigação. Escopo, entregas, prazo, medição e pagamento, reajuste, garantia, multa, rescisão, responsabilidade técnica, propriedade intelectual e uso do projeto, sigilo, quantitativo, critério de aceitação, exigência de habilitação, o que passa a estar incluído, o que passa a estar excluído.
- Só redação. Mais claro, mais enxuto, padrão de escrita da casa.
Troca de "deverá" por "poderá", de "poderá" por "deverá", de "obriga-se a" por "envidará esforços", e qualquer "não" excluído entram na primeira lista, por menores que pareçam.
4. Conferir a carta de encaminhamento contra os achados
Duas conferências, e as duas importam:
- Cada alteração que a carta anunciou, encontrada ou não encontrada no texto.
- Cada alteração encontrada que a carta não mencionou. É para isso que o trabalho existe. Conte e abra o relatório com esse número.
Onde a carta descreve a alteração em termos diferentes do que o texto faz, relate as duas descrições, lado a lado.
5. Perseguir as consequências
Alteração tem efeito que a comparação não mostra:
- Renumeração. Alguma remissão, no próprio documento ou em anexo, aponta para o número antigo?
- Termo definido. A definição mudou? Então mudou todo ponto que usa o termo.
- Item excluído. Algum outro item dependia dele, remetia a ele ou só fazia sentido com ele?
- Anexo e remissão externa. A referência mudou? E o documento referenciado, mudou? Registre como pergunta, não como verificação.
- Anexos e apêndices. Foram comparados, ou só o corpo? Diga qual.
- Versão já assinada, protocolada ou com ART/RRT vinculada. Sinalize que a alteração incide sobre peça já formalizada e que há procedimento próprio a verificar junto ao órgão que recebeu e ao conselho profissional. Não afirme qual é o procedimento.
- Edital publicado e republicado. Alteração em edital pode ter efeito sobre o prazo de apresentação das propostas quando afetar a formulação da proposta. Sinalize a questão, aponte a lei de licitações vigente e o setor responsável do órgão. Não afirme prazo, artigo nem procedimento.
6. Relatar
Nesta ordem, e a ordem é o método:
- Contagem de alterações que a carta não mencionou.
- Exclusões, uma a uma.
- Alterações que mudam obrigação, uma a uma, com o texto antes e depois.
- Deslocamentos e renumerações, com o que pode ter ficado errado.
- Consequências em aberto, como perguntas.
- Só redação e formatação, contadas, não listadas.
- O que não foi comparado: anexos, documentos referenciados, planilha ilegível, trecho ausente.
- Encaminhamentos, separados por destinatário: o que vai para o jurídico, o que vai para o responsável técnico da disciplina afetada, o que vai para o setor de contratos ou de licitações.
Feche dizendo que nenhuma cláusula foi avaliada no mérito e que essa leitura é um trabalho à parte.
7. Salvar, se pedido
Pergunte se quer o quadro comparativo gravado em arquivo e onde.
Regras de execução
- Estabeleça qual é a versão anterior, explicitamente, antes de comparar.
- Relate exclusões primeiro. São as mais difíceis de ver e as mais caras.
- Trate a carta de encaminhamento como alegação a conferir, nunca como escopo.
- Abra o relatório com a contagem do que a carta não mencionou.
- Relate texto deslocado como deslocamento, nunca como exclusão mais inclusão.
- Em documento tabular, compare pelo código do item, não por linha.
- Nunca julgue uma cláusula no mérito. Diga o que mudou e a quem encaminhar.
- Nunca afirme prazo, artigo, procedimento de lei ou regra de conselho profissional. Sinalize a questão e aponte onde ela se resolve. Busca na internet serve para descobrir qual instrumento rege o assunto e se houve revisão, não para extrair o conteúdo dele.
- Diga por escrito o que não foi comparado.
Erros que esta habilidade evita
- Relatar na ordem do documento, deixando a garantia excluída entre dois acertos de pontuação.
- Confiar no redline que o remetente mandou.
- Agrupar exclusão com formatação porque o trecho era curto.
- Ler "deverá" virando "poderá" como mudança de redação.
- Deixar passar termo definido alterado, que muda em silêncio todo ponto que o usa.
- Comparar o corpo do contrato e esquecer os anexos, sem dizer.
- Comparar planilha por linha em vez de por código de item, e concluir que metade dela mudou porque uma linha foi inserida no topo.
- Não perceber que o item manteve o código e trocou a descrição.
- Dar opinião sobre se a versão nova está boa.
- Comparar as versões na ordem errada e relatar toda inclusão como exclusão.
Caso-teste
Contrato de prestação de serviços de projeto devolvido pelo cliente com a nota "ajustamos só a forma de pagamento". Na versão nova: o parcelamento mudou, como anunciado; a cláusula de prazo de garantia do projeto foi excluída; em compatibilização, "deverá compatibilizar" virou "poderá compatibilizar"; as cláusulas seguintes foram renumeradas e um anexo continua remetendo ao número antigo.
A habilidade passa se abrir com a contagem de três alterações não mencionadas, listar a exclusão da garantia antes de qualquer outra coisa, classificar "deverá → poderá" como mudança de obrigação e apontar a remissão quebrada do anexo. Falha se relatar na ordem das cláusulas, se tratar a troca do verbo como redação, ou se opinar sobre o novo parcelamento.
O que vai para o seu assistente
- comparar-versoes-de-documento/SKILL.md11,9 kB
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Categoria: Documentação TécnicaTags: contrato, minuta, edital, revisão, comparaçãoVersão: 1.0Origem: OriginalAtualizado em 13/09/20260 downloads
Estas ferramentas apoiam profissionais habilitados e não substituem o responsável técnico, o projeto aprovado nem o órgão competente. A saída de um modelo de IA pode estar errada: confira contra a norma vigente, a legislação do município e o texto oficial do documento. Quem assina a ART ou o RRT responde pelo resultado.